Menos viagens e mais gastos brasileiros nos EUA

Contraste entre queda de 2% de viagens em 2015 e aumento de 1% dos gastos em destinos americanos pode ser atribuído a promoções em compras e hotelaria superior para turistas de alta renda

Em 2015, menos brasileiros viajaram para destinos americanos, como New Orleans

Em 2015, menos brasileiros viajaram para destinos americanos, como New Orleans

 Os brasileiros viajaram menos aos EUA em 2015 por causa da crise econômica, mas, em contrapartida, gastaram mais no mesmo ano. Ilógico? Para os especialistas do governo americano, o fenômeno é estranho, mas pode ser explicado se houver um estudo mais específico desses resultados. “É difícil precisar a causa desses resultados contraditórios (menos visitas e mais gastos), mas há vários fatores que podem ter contribuído para isto, como a maior procura de turistas de alta renda por hotéis mais caros, por exemplo”, afirmou Julie Heizer, diretora de relações da indústria do National Travel and Tourism Office (NATO), instituição de estudos turísticos do Departamento de Comércio dos EUA.

Durante o International Pow Wow (IPW 2016), que aconteceu esta semana em New Orleans (EUA), o NATO divulgou pesquisa na qual o Brasil caiu da 5º para a 7ª posição no ranking top ten de visitantes internacionais nos EUA. Após mais de uma década de crescimento ininterrupto, os desembarques de brasileiros em terras americanas caíram 2% em 2015, totalizando 2,2 milhões de visitas em 2015. Canadá, México e Reino Unido lideram o ranking respectivamente.

Na mesma pesquisa, o dado contraditório a esse declínio de visitas: o Brasil teve um crescimento de 1% no total de gastos nos EUA atingindo US$ 13,6 bilhões, na quinta posição (China, Canadá e México lideram o top ten de gastos).

Nova York, a exceção
Enquanto há um declínio geral nas visitas totais do Brasil aos destinos americanos, Nova York manteve crescimento pequeno, mas estável, de visitantes brasileiros: de 921 mil turistas em 2014, aumentou para 926 mil mil em 2015 e, até o momento, em 2016, pode chegar a 948 mil turistas brasileiros. O resultado posiciona o país como terceiro maior emissor de viajantes internacionais para a Big Apple, superado apenas por Reino Unido e Canadá (1,192 milhão e 1,072 milhão de turistas).

Nova York tem várias novidades aos visitantes nos próximos, destacando o ambicioso complexo comercial e residencial Hudson Yards, em Manhattan, considerado o maior empreendimento imobiliário na história do Estados Unidos e o maior de Nova York desde a construção do Rockefeller Center, com 1.579 km quadrados de área construída. A primeira fase, o Eastern Yard, será concluída entre 2018 e 2019. Na hotelaria, serão inaugurados em julho deste ano: The William Vale, EVEN Hotel Broklyn, The Beekman – a Thompson Hotel, EVEN Hotel Grand Central, Wyndham Garden Hotel LaGuardia South, que serão inaugurados em julho deste ano.

Viagem a New Orleans em parceria com Brasilturis Jornal, a convite do IPW, com apoio da United Airlines e seguro-viagem April

Fernando Porto é jornalista, escritor, terapeuta e editor da Agência Porto de Notícias, que oferece um conteúdo jornalístico diferenciado para o público de cultura, viagens, saúde e lifestyle