Pontos turísticos contam a história de Belém (PA)

Um estudo feito em 2014 e divulgado em janeiro deste ano pela Fundação Getúlio Vargas, Ministério do Turismo e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) coloca Belém e Santarém na lista dos 65 Destinos Indutores de Desenvolvimento Turístico Regional. A pesquisa serve de referência e ajuda a nortear o trabalho da Secretaria de Estado de Turismo (Setur), após a criação do Plano Estratégico de Turismo Ver-o-Pará, em 2011.

O secretário de Estado de Turismo, Adenauer Góes, destaca que a indicação dos dois municípios paraenses na pesquisa nacional é “resultado de um intenso trabalho de base. Belém e Santarém estarem nesta lista é uma constatação de que o Estado está no rumo certo de implementação e aperfeiçoamento do turismo tanto na gestão pública, quanto na privada e na relação com a sociedade que aqui vive”, afirma.

Forte do Castelo do Senhor Santo Cristo do Presépio de Belém, popularmente conhecido como Forte do Presépio (Foto: Carlos Sodré/Divulgação)

Forte do Castelo do Senhor Santo Cristo do Presépio de Belém, conhecido como Forte do Presépio
(Foto: Carlos Sodré/Divulgação)

O documento cita o Mangal das Garças e a Estação das Docas entre os principais pontos turísticos da capital, que comemorou recentemente 399 anos. Mas além destes, há muitos outros espaços que recebem a atenção do Estado e a visita de turistas de todo o mundo, a exemplo do Forte do Presépio, Museu Histórico do Estado do Pará e o Museu do Círio.

De acordo com o professor universitário e mestre em História Social, Vítor da Mata Martins, o Mangal e a Estação são espaços de grande importância histórica, social e cultural na capital paraense. “Próxima de completar 400 anos, a cidade de Belém tem nestes espaços um reflexo da sua própria história, com memoriais e elementos constituintes do processo de formação cultural do homem amazônico e paraense. E é a existência de locais como esses, destinados à exposição de acervos materiais sobre a história do homem amazônico em diferentes períodos, que permitem à população paraense conhecer um pouco das suas raízes e aos turistas que visitam nossa cidade apreciá-la ainda mais”, explica o professor.

Para o secretário de Estado de Cultura, Paulo Chaves, reorganizar estes espaços públicos, é um exemplo a ser seguido em qualquer local do mundo. “A ocupação de espaços ociosos – a maioria de grande importância histórica e arquitetônica – que se encontravam abandonados ou subutilizados, como o Galpão da Estação das Docas, Feliz Lusitânia, São José Liberto e Mangal das Garças – que está completando 10 anos de existência – é uma forma de resgatar e valorizar a nossa cultura. Na verdade, trata-se de um misto de gestão pública e privada. Ou seja, não basta projetar o melhor e construir com rigor e probidade, há de se ter uma gestão competente para que esses equipamentos sejam mantidos com a necessária qualidade”, conclui.

Museu Histórico do Estado do Pará  (Foto: Carlos Sodré/Divulgação)

Museu Histórico do Estado do Pará (Foto: Carlos Sodré/Divulgação)

Fernando Porto é jornalista, escritor, terapeuta e editor da Agência Porto de Notícias, que oferece um conteúdo jornalístico diferenciado para o público de cultura, viagens, saúde e lifestyle