Síndrome de Walt Disney

Terapeuta Camilla Couto ajuda a detectar e a lidar com o problema

 

A terapeuta emocional para mulheres, Camilla Cout,o explica como detectar a síndrome de Walt Disney: “Chamamos assim aquela crença infantil, aquela esperança mágica de que a partir do dia em que encontrarmos o parceiro certo ou formarmos uma família, teremos encontrado a felicidade eterna”. A terapeuta, que trabalha com foco em relacionamentos, lembra que mesmo que não nos identifiquemos imediatamente com a síndrome, temos que lembrar de atitudes comuns nos relacionamentos: “querer que o parceiro mude a qualquer custo não é o mesmo que acreditar que sapos, quando beijados, viram príncipes?”.

Camilla reflete: “É verdade que, desde meninas, somos instigadas a acreditar no final feliz dos filmes e das novelas – que, normalmente, aparece após uma cena de casamento, que fecha a história, mas não mostra como é a vida depois. A realidade é sempre bem diferente”. Ela cita alguns problemas que esse tipo de síndrome acarreta:

1) Adiamos o momento de ser feliz, já que ainda não encontramos o parceiro dos nossos sonhos ou ele ainda não mudou e se tornou quem desejamos;

2) Nos eximimos da responsabilidade de correr atrás do que nos faz feliz por nós mesmas;

3) Deixamos de enxergar a felicidade do dia a dia nas pequenas coisas, pois nosso foco está no outro e no relacionamento.

Um dos maiores erros dos relacionamentos, segundo a terapeuta, é acreditar que o outro seja fonte principal da nossa felicidade. Mas, se isso é tão comum, como lidar? Segundo ela, os “remédios” mais indicados contra a síndrome de Walt Disney são: parar de criar expectativas e deixar de fantasiar: “Quando enxergamos e aceitamos a realidade, isto é, a beleza dos seres humanos (com todos os seus defeitos), assim como a natureza dos relacionamentos (com seus momentos de alegria e os de crise – altos e baixos), fica muito mais fácil se relacionar sem se frustrar”.

Outra maneira de espantar essa síndrome é identificando dentro de nós o que realmente nos move nos relacionamentos. Será que é mesmo amor? Ou será que estamos nos relacionando por carência, medo de ficarmos sozinhas ou apego à fantasia daquilo que talvez um dia nossos parceiros possam vir a ser se mudarem, se conseguirmos comprar aquela casa maior, se tivermos um filho ou mais um. Camilla lembra: “Enquanto ficamos presas às nossas expectativas e fantasias de como o parceiro ou o relacionamento deveriam ser para sermos felizes, privamo-nos de enxergar a beleza de como eles realmente são – inconstantes, assim como tudo na vida real”.

Sobre Camilla Couto
Camilla Couto é terapeuta emocional para mulheres, com foco em Relacionamentos. Criadora/ autora do Blog amarildas.com.br e fundadora do PAR – Programa Amarildas de Relacionamentos.