Um mustang no Empire State

Para homenagear os 50 anos do Mustang, a Ford levou o novo modelo 2015 conversível até o terraço panorâmico do 86º andar do prédio no topo do Empire State Building, símbolo de Manhattan, na cidade de Nova York. O Mustang 2015 conversível amarelo ficou exposto no Empire State nos dias 16 e 17 abril. O edifício é um dos mais visitados do mundo e, em seus 83 anos de história, a única vez que um carro ficou exposto no seu topo foi no lançamento do primeiro Mustang, em 1965.

Para reeditar o evento que ganhou as manchetes mundiais na década de 60, a Ford contratou a empresa DST, a mesma que realizou o evento naquele ano. Essa complexa operação exigiu muita perícia e o corte do veículo em partes para o transporte em elevadores e remontagem milimétrica lá em cima. “A Ford levou mais uma vez o Mustang a novos patamares de tecnologia e requinte. Por isso, decidimos levá-lo também a novas alturas, literalmente, na comemoração dos 50 anos”, diz Dave Pericak, engenheiro-chefe do Mustang.

O novo Mustang no topo do Empire State: uma reedição histórica

O novo Mustang no topo do Empire State: uma reedição histórica

Projeto a mais de 300 metros
Quando os engenheiros da Ford se sentaram com a equipe da DST para iniciar o projeto, em meados de fevereiro, logo perceberam o grande desafio: suspender o Mustang acima das ruas movimentadas de Manhattan, a mais de 300 metros, exigiria técnicas artesanais tradicionais. “O terraço é muito alto e estreito para ser alcançado da rua por um guindaste e a torre com mais de 400 metros de altura torna impossível o transporte por helicóptero”, diz George Samulski, gerente de design da Ford.

O trabalho exigiu a medição cuidadosa de todos os elevadores e portas do prédio. Foi construído um modelo em escala do Mustang para definir onde ele deveria ser cortado para o transporte. Como o Empire State Building é um marco histórico, com acabamento original em madeira e latão “art deco” nos elevadores, foi preciso projetar as partes com muita folga para não danificá-lo.

“O grande problema real que tivemos em 1965 foi o volante”, diz Claude Cochran, técnico do DST que participou do projeto original. “Quando colocamos a metade dianteira do carro no elevador, sem o para-brisa, a direção ficou para fora e tivemos de ir virando todo o conjunto até encaixá-la.” Na preparação do carro atual, a equipe da DST usou dois protótipos de carroceria do Mustang conversível. O carro final que viajou para Nova York foi totalmente desmontado e tratado antes de ser cortado e pintado.

A segunda carroceria foi usada como guia para determinar o local dos cortes e dos encaixes da estrutura tubular de aço usada para fixar as partes. Também foram produzidas caixas de madeira e carrinhos especiais para o seu transporte. A subida até o terraço panorâmico foi feita em um elevador de carga e dois elevadores de passageiros.

A DST construiu em sua oficina uma maquete de madeira do elevador para garantir os encaixes. As peças também foram pesadas para atender os limites de peso do elevador e do terraço. “Antes de embarcar as caixas para Nova York, o time passou vários dias treinando e cronometrando o processo de montagem, como nos boxes da Fórmula 1”, diz Dave Pericak.

A empreitada exigiu uma preparação especial, como mostra o vídeo no link:

https://media.ford.com/content/fordmedia/fna/us/en/news/2014/04/15/mustang-esb-some-assembly-required.html

 

 

Fernando Porto é jornalista, escritor, terapeuta e editor da Agência Porto de Notícias, que oferece um conteúdo jornalístico diferenciado para o público de cultura, viagens, saúde e lifestyle