Van Gogh e Munch, juntos em mostra em Amsterdã

De 25 de setembro de 2015 a 17 de janeiro de 2016, grande exposição une almas gêmeas artísticas

Obras de Munch e Van Gogh em uma mesma exposição

Obras de Munch e Van Gogh em uma mesma exposição

Durante o ano de 2015, o Museu Van Gogh, em Amsterdã, apresenta a muito aguardada exposição “Munch : Van Gogh”, que apresentará pela primeira vez na história as obras de Vincent van Gogh e Edvard Munch em grande escala. No centro da exposição estão os aspectos contíguos das obras de ambos os artistas.

Obras de artes icônicas e internacionais raramente emprestadas – como “O Grito de Munch” e a “Noite estrelada sobre o Ródano” do Van Gogh – compõem a primeira exposição desde a reabertura da ala de exposições do museu. Inspirado por “Munch : Van Gogh”, dez das instituições culturais mais importantes de Amsterdã (como EYE, Toneelgroep Amsterdam, Koninklijk Concertgebouw Orkest e Nederlands Philharmonisch Orkest) organizam também neste outono um programa cultural espalhado por toda a capital.

“Onde se encontra O Grito?” é uma das perguntas frequentes no Museu Van Gogh. E a pergunta não é tão estranha assim, já que há mais de um século o norueguês Edvard Munch (1863-1944) e o holandês Vincent van Gogh (1853-1890) são naturalmente mencionados da mesma frase. Embora eles nunca tenham se conhecido, eles se debruçaram sobre os mesmos temas e suas visões de vida e de arte estão estreitamente relacionadas. “Munch : Van Gogh” é a primeira exposição na história centrada na afinidade artística dessas almas gêmeas. Com mais de cem obras importantes, entre as quais obras que raramente são emprestadas (“O Grito”, “A Menina Doente” e “Madonna” de Munch, e “Noite Estrelada sobre o Ródano”, Patience Escalier (“O Camponês”) e “A Ponte Trinquetaille” de Van Gogh), a exposição “Munch : Van Gogh” oferece aos visitantes a oportunidade única de apreciar as suas obras mais importantes num mesmo local físico.

Vanguarda radical
Embora Munch tenha sido dez anos mais novo do que Van Gogh, ambos iniciaram as suas carreiras artísticas em 1880 e tinham como exemplo artistas naturalistas de suas terras com temas sentimentalistas e telas suaves. Rapidamente ambos os artistas começaram a interpretar temas tradicionais de uma forma muito pessoal. A exposição começa com essa primeira fase dos artistas, e apresenta as obras “Os camponeses comendo batatas” (Van Gogh) e “Manhã” (Munch) na sua honestidade nua e crua. Na época, esses trabalhos não foram bem aceitos e ambos entenderam que sozinhos não poderiam levar a sua arte adiante. Ambos se mudaram para Paris, o centro do mundo artístico da época. O centro de tudo o que era novo e moderno, um local de encontro para a vanguarda e onde floresceram novas correntes artísticas como o impressionismo e o pontilhismo. Sem qualquer hesitação Munch e Van Gogh experimentaram novos estilos para criarem obras de arte muito próprias. A missão deles: a modernização radical da arte, independente de qualquer convenção.

Emoções universais
Ambos dedicaram a sua vida artística à questões existenciais, perguntas que todos nós fazemos, mas para as quais ninguém tem uma resposta. Centrais estão as grandes emoções da existência humana com todos os seus aspectos árduos, incompreensíveis e bonitos: o ciclo do nascimento e da morte, medo, sofrimento humano, consolo, esperança e amor. Os quadros mais importantes das obras – como “Noite Estrelada”, “O Grito”, “A Menina Doente” e “Madonna” de Munch ou “Augustine Roulin” (La Berceuse), “Campo de trigo sob um céu nublado” e “O Jardim do Asilo” de Van Gogh – abordam esses temas: expressam a esperança numa estrela ou o sofrimento de um ramo partido.

Novidade
“Munch : Van Gogh” é uma exposição única: mais de 100 obras de arte – aproximadamente 80 pinturas e 30 obras em papel – serão expostas. Com aproximadamente 80 quadros emprestados, entre os quais Patience Escalier (“O Camponês”), 1888 (coleção particular), “Casal caminhando”, 1890 (Cincinnati Art Museum), “Noite Estrelada sobre o Ródano”, 1888 (Musée d’Orsay) de Van Gogh, e “Manhã”, 1884 (KODE Kunstmusea Bergen, Coleção de Rasmus Meyer), Vruchtbaarheid, 1899-1900 (Coleção de Arte Canica, Oslo), “Auto-Retrato diante de Cavalete”, 1926 (coleção particular), “Madonna”, 1895-97 (coleção particular), “A Menina Doente”, 1896 (Göteborgs Konstmuseum) e “O Grito”, 1893 (Munch Museum) de Munch. É a primeira vez que esses quadros são expostos na Holanda.

Há também quadros de Vincent van Gogh que serão expostos no Museu Van Gogh pela primeira vez: “A Entrada do Parque em Arles”, 1888 (Phillips Collection, Washington DC), “Casal caminhando”, 1890 (Cincinnati Art Museum) e “A Ponte Trinquetaille”, 1888 (coleção particular).

Programa cultural em Amsterdã
Inspirado por Munch : Van Gogh, dez das instituições culturais mais importantes de Amsterdã (EYE, Toneelgroep Amsterdam, Het Veemtheater, Koninklijk Concertgebouw Orkest, Het Dolhuys, De Balie, De Appel, SLAA, Nederlands Philharmonisch Orkest e Van Gogh Museum) organizam neste Outono um programa cultural baseado na herança de Munch e de Van Gogh. Por meio de filme, apresentações, debate e música as instituições demonstram que a influência de ambos os artistas na arte e cultura atual está bem viva. Assim, a orquestra Koninklijk Concertgebouw Orkest fará concertos com o tema Medo e a EYE apresenta trabalhos curtos de cineastas jovens sobre o tema “O Grito”. Nas noites de sexta-feira o Museu Van Gogh é o epicentro inovador deste programa cultural.

Catálogo
No catálogo ilustrado da exposição Munch : Van Gogh, sob redação de Maite van Dijk (Van Gogh Museum, Amsterdam), Magne Bruteig (Munch Museum, Oslo) e Leo Jansen (Huygens Instituut voor Nederlandse Geschiedenis, Haia), a relação entre ambos os artistas é retrata em pormenor pela primeira vez. Preço de varejo: €29,95

(Fonte: Holland Alliance)