WTM LA: China e Israel em alta

Esses dois lucrativos mercados emissores de turistas devem crescer, respectivamente, 33% e 25% nos próximos cinco anos na América Latina e precisam ser priorizados pelo Brasil, aponta o Relatório de Tendências da WTM Latin America, elaborado em conjunto com a Euromonitor Internacional

Alexis Frick, gerente de pesquisa da Euromonitor

Alexis Frick, gerente de pesquisa da Euromonitor (foto: Fernando Porto/APN)

Em um momento que a crise se acentua no Brasil – e de forma menos acentuada em outros países latino americanos – o turismo receptivo precisa focar seus esforços na captação de turistas estrangeiros em potencial, que é o caso dos turistas chineses que devem aumentar em 33% a vinda para a América Latina nos próximos cinco anos, além de outros mercados em potencial, como os dos viajantes israelenses que devem aumentar em 25% suas viagens para a região. Os dados são do Relatório de Tendências divulgados hoje no evento da WTM Latin America, estudo elaborado em conjunto com a Euromonitor Internacional.

Nas conclusões, apresentadas à imprensa por Alexis Frick, gerente de pesquisa da Euromonitor, os turistas chineses merecerão toda a atenção. “A China já entrou no top ten de países emissores para a América Latina e é necessário estudar suas prioridades no turismo, que são diferentes”, afirmou o executivo, lembrando detalhes mínimos que fazem a diferença na recepção em hotéis, como oferecer água quente para chá e tradutores da língua chinesa à disposição.

Além do interesse dos turistas chineses na América Latina, o relatório apresentou outras tendências: a geração do milênio (formada por pessoas entre 15 e 35 anos), que impulsionam a tecnologia móvel na região, e o surgimento do viajante nacional autônomo (VNA), um buscador de experiências que está sempre conectado. “Há um gap de tecnologia na região, mas a boa notícia é que isso traz também um potencial de crescimento”, afirmou Frick.

Por Fernando Porto